Produtor de Eventos & Inteligência Emocional [ como superar períodos de CRISE ]

Olá, como vai? Aqui é o Produtor de Eventos Murilo Sola e espero que você esteja bem. 😊

Este artigo foi escrito pela psicóloga (CRP 08/09910) e empresária Adriana Rodrigues Fernandes Vaz e eu farei apenas uma breve introdução.

Incluímos este conteúdo riquíssimo, considerando o atual momento que estamos vivenciando em nossas vidas devido aos impactos do Covid-19 e também porque nós da Eventos EAD defendemos o conceito do NOVO Profissional de Eventos.

O NOVO Profissional de eventos deve ter a mente aberta para absorver novos conteúdos e novas abordagens para poder se desenvolver como pessoa e como profissional.

Mais do que isto. O novo profissional de eventos deve estar preparado emocionalmente, tanto para contratempos que possam surgir durante o planejamento e organização de um evento, como também para momentos de crise que poderão se apresentar em algum momento em sua vida.

Então, não se trata de ser ou falar somente sobre eventos…. Crises nos afetam como seres humanos, independente da profissão (Produtor de eventos, Engenheiro, Eletricista, etc).

Pergunto a você…

>>> Quem nunca perdeu o emprego?

>>> Quem nunca perdeu um amigo ou parente?

>>> O quanto você foi afetado pela Covid-19?

>>> Quem nunca passou por um trauma na vida?

>>> Quem nunca passou dificuldades financeiras?

Estes são apenas alguns exemplos em que a Inteligência Emocional nos ajuda a manter a mente equilibrada para vencer os desafios que a vida nos apresenta, ainda mais quando não temos o controle de quando ou como irão se apresentar. 

Tenho certeza que este conteúdo irá agregar muito em sua vida, meu amigo Produtor ou Produtora de Eventos.

Se preferir, assista a reprise desta LIVE que foi um evento online AO VIVO para os alunos e convidados do Treinamento EXPERT EM EVENTOS.

Inscreva-se também no canal e deixe o seu comentário lá! 👊

Sucesso em Seus Eventos! 🎓

Inteligência emocional em tempos de crise para Produtores e Profissionais de Eventos:

  • Como construir segurança emocional em um momento de crise?
  • Como lidar com uma situação que nos tira o chão, quando tudo desmorona?
  • Como estarmos aptos para tomarmos boas decisões gerenciando os riscos a que estamos expostos em momentos de crise?
  • Exemplos de crise: luto, perda financeira, perda de emprego, término de um relacionamento, problemas com filhos, etc.
  • Em crise somos muito exigidos: auto responsabilidade de cuidar de mim para saber gerenciar a situação da melhor maneira possível quando alguma situação de crise nos afeta. É como correr em uma maratona e não uma corrida de 100 m, é preciso gerenciar cansaço e dor para chegar no objetivo final. Em momentos de crise acionamos o modo sobrevivência. Não é hora de se exigir alta produtividade, não dá para gastar toda energia em alguns picos. Crise: gera ansiedade e pode ser gatilho para sintomas.
  • Em uma situação de crise, nosso primeiro movimento é o impacto com a notícia (demissão, problemas de saúde, fim de um relacionamento). Utilizamos vários mecanismos de defesa que são estados psíquicos que usamos para mantermos nossa saúde mental enquanto a notícia vem. Ex: negação – “não vai acontecer comigo, minha saúde é boa.”

Nossos mecanismos de defesa são acionados e vivemos alguns estágios: (Neurofisiologia do Trauma)

  • Fight: lutar contra, atacar o problema, raiva. Ex: pessoas que reagem a assalto, xingam ou até tentam resolver o problema lutando com o que podem no momento, vão para a ação prática.
  • Flight: voar, fugir, desconectar da realidade. Ex: usar anestésicos como o açúcar, álcool, drogas ilícitas.
  • Fold: se recolhe, encapsula, posição fetal. Ficamos quietos, recolhidos, buscamos amparo, colo, inclusive espiritualidade.
  • Freeze: congelar, a pessoa trava, se sente quase morta, respiração curta, ombros pra cima.

Atitudes e movimentos saudáveis após notícia de crise:

  • Abraço físico ou simbólico, porque quando vivenciamos uma crise, nossa tendência é termos um bloqueio neuromuscular. Nesse momento de pandemia, com a impossibilidade do abraço físico, a possibilidade é um auto abraço, que significa reconhecer/ assumir a fase que está, as emoções que está sentindo, entrar em contato com isso. Acolher-se.
  • Autocuidado para podermos nos manter até que tenhamos um pouco mais de tempo para respirarmos ou aprendamos a respirar durante a jornada. Lembre-se: primeiro cuidar de mim, depois cuidar do outro e deixar ser cuidado.
  • Crise como oportunidades para mudanças profundas. A realidade é transição, movimento e transformação.
  • Diferença entre doença mental e sofrimento psíquico: Tempos de crise geram sofrimento e podem ou não ser gatilho para o surgimento de doenças mentais. Momento de alerta, de sair da zona de conforto.
  • Trabalho de regulação límbica dos 3 cérebros:
  1. Cognitivo: mente – cérebro cortical
  2. Afetivo: coração – sistema límbico
  3. Visceral: corpo/ intestino – reptiliano

Nos regulamos de baixo para cima. Ex: vou pensar em ficar calma, vou pensar que preciso dormir agora. A mente não controla os outros cérebros, há maior possibilidade de tentarmos nos regularmos de baixo para cima, buscando:

  • Respirar profundamente;
  • Entrar em contato com bons sentimentos, lembranças e sensações;
  • Precisamos apenas de 5 inspirações e 5 expirações para mudar nossos batimentos cardíacos.

Esse tipo de exercício ativa a imunidade, quando você está regulado é capaz de afetar todos os sistemas a sua volta, podendo inclusive alterar o comportamento do outro energeticamente.

Pandemia:

Quarentena: Chega um momento em que tudo se aquieta. Quando a barulheira passa, quando já fizemos todas as faxinas, já cozinhamos e fizemos tudo o que poderia ser feito em casa, ficam os “barulhos internos”, vamos para um estado de simplicidade extrema, no qual tudo silencia. Entrar em contato consigo neste momento é importante:

  • Quem mora aí dentro de você?  
  • Temos uma grande oportunidade para nos aproximarmos de nossa própria essência.

O que fará diferença no “novo normal” pós pandemia?

  • Potencial de adaptação a novas situações;
  • Capacidade de integração com tecnologias;
  • Capacidade de inovação e empreendedorismo;
  • Visão de futuro.

Como podemos nos olhar com auto- responsabilidade?

Responsabilidade não no quesito moral, nem de culpa, certo ou errado, mas no quesito de habilidade de resposta.

  • Quais habilidades de resposta você deve desenvolver hoje?
  • Qual habilidade nova de resposta você desenvolveu para responder da maneira que te faz mais sentido?

Dicas práticas:

  • Encarar sintomas como sinais do que preciso mudar para recuperar minha estabilidade e equilíbrio;
  • Cuidar com as imagens construídas que as redes sociais nos trazem;
  • Manter uma rotina básica de trabalho, estudos, afazeres, sem muita cobrança com relação a performance.
  • Não entrar na armadilha da alta performance neste momento. Na crise é o momento baixar as expectativas sobre você mesmo, fazer o que precisa ser feito com responsabilidade e sem negligência.
  • Degustar mais as situações inéditas;
  • Criar formas diferentes de lidar, trazer a sua criatividade (todos nós temos!);
  • Viver o aqui agora, ficar no momento presente;
  • Escolher “qual leão vai matar primeiro” ou qual batalha vai escolher enfrentar e quais não;
  • Realizar práticas integrativas que voltem para você mesmo: meditação, yoga, dança, artes, música.

“Não somos nós quem questionamos a vida, mas ela que nos apresenta uma situação e somos chamados a respondê-la.” (Vitor Frankl)

Espero que você tenha gostado deste artigo e que o mesmo possa contribuir para o seu sucesso pessoal e profissional 🙂

Atenciosamente,

Adriana Rodrigues Fernandes Vaz

Psicóloga (CRP 08/09910) e empresária

Site oficial: www.beempsicologia.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/beempsicologia

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